Espaço de equilíbrio para as conchas do pensamento, para a paina do colchão e para o não nosso de cada dia.
Aro de chuva a guardar o pires da palavra e seu silêncio.
Algodão gemelar do tempo. Em ilha e continente me conjugo.
Justiça conta. Temperança, fraterno e manjericão.
Além de gente para abraçar, gatos e gansos ao alcance do pensamento. Gratidão é bom.
Nomes e bandeiras no álbum matinal de cada manhã: lilás acena suave afago.
Antes gostava da cor bonina, hoje, tecendo palha e vésperas, cultivo a menina que tingiu de alfabeto o rio.
Mana! Então escuto e espio: a voz chamando o meu olho.
Quando encontro o que busco, sorrio.
E sorrio quando não encontro, pelo invisível que provoca o passo.
Paço das guirlandas: um dia ainda vou encontrar no soluço urbano.
Sim. Aqui uma trilha que faço, enquanto passo adiante a vela cujo aceso prezo tanto.
Tanto.